Thursday, December 14, 2006

A vitima perdida


Eu adorava dizer que era o dono do Álcool. Mas como um filho domina seu Pai, o Álcool é quem me domina. E como um pai, cuido de toda espécie de Álcool por aqui presente. É difícil encontrar pessoas que se dizem butequianas amantes da boemia, e tudo mais que eles adoram falar mal frente as donzelas e meninas de família, para evitar um suposto mal caminho. Mas foi desse jeito que vi muitas delas se perderem, enquanto eu estava apreciando minha cerveja sentado no buteco de sempre. A boa menina descia da aula quando atravessou na minha frente, e sem querer seus olhos vieram de encontro a mim. Lógico que seria uma cena de filme se ela se apaixonasse por mim. Por isso a realidade é essa moça torceu o nariz e nem quis parar quando eu acenei. Digno de uma Patricinha, mas era de se esperar um cara mal arrumado jogado num buteco fedido e repleto de caxaceiros, sim esse é meu ambiente a escoria social o lugar onde me sinto bem. Mas a meninha boa não escondia seus desejos reprimidos. E desse dia em diante a garota passava todos os dias na frente do buteco e trocávamos alguns olhares bem de leve. Eu o vagabundo seguindo minhas esperanças, ao ponto de me deparar com a donzela em minha frente. Como um bom vagabundo não gaguejei, e com um xaveco malandro a fiz cair em minhas garras. É esse é o fim da historia a nobre menina cheia de um futuro pela frente passo u não só pelas minhas mãos, mas hoje passa por todas que estiverem dispostas. Ela costuma freqüentar o buteco sem nenhum pudor e segue se amando pelo menos por instantes com todos os homens, isso se repete sempre que o Álcool a domina. Mais uma recrutada ao time, porém sem expressão alguma.

1 Comments:

Blogger Luciano Costa said...

ao menos somos sinceros em nossas cervejas baratas. sem falso puritanismo. não brincamos de príncipe encantado.

4:41 PM  

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