Alegoria social
Ando cansado de ouvir as mesmas respostas e fazer as mesmas perguntas. Conviver com vereadores, verdadeiras alegorias da sociedade, é bem difícil. Pergunte sobre a cor preferida de um deles e nunca vai saber se é verdade. Um repórter em formação não quer aceitar o lenga-lenga, ele busca reformulação. Claro que isso não vale para todos. Tem muita gente que cai de pára-quedas na redação e se preocupa só com a conta bancária. Um grande erro,m porque essa não é a profissão adequada para encher os bolsos. Se infiltrar em pequenas fissuras é uma boa maneira de levantar a produção do Circo, as discussões na Câmara.
Se generalizar, os nobres senhores encaram a eleição como um processo seletivo de emprego, claro, renovado de quatro em quatro anos. A proposta de representatividade popular, como dita a legislação, é quase uma raridade em qualquer que sejam os níveis de atuação, municipal, estadual ou federal. São poucos os vereadores que se elegem e realmente defendem ideais de minorias e buscam se embasar nos discursos sinceros da população.
Quem duvide dessa tese que preste atenção na relação de prefeitos, governadores e o presidente com o Legislativo. Quantos adversários partidários são nomeados peças importantes na estrutura administrativa de governos, ou então indicam uma boa parcela de amigos para os cargos? Pronto, essa é a moeda mais usada para comprar um voto parlamentar, isso quando não rola dinheiro. Mas é mais fácil para o Executivo oferecer cargos, sai mais barato e menos ilegal.
Nessa tese e quando o chefe compra a maioria, dificilmente as coisas saem dos trilhos. Um governo sem criticas, ou fiscalização. Mas ninguém quer engolir isso a seco. E para resolver esse problema é só animar o circo do Legislativo. Temas polêmicos podem ser debatidos criticados, alterados, mas na real, tudo já estava incluído no roteiro. Não se engane. E que seja lembrado: poucos parlamentares tem opinião política formada, se filiam a um partido e seguem políticas comuns, ordens da direção.
Essa regra me incomoda, quando tento justificar ações inusitadas me deparo com a questão de como provar o discurso. É difícil achar alguém com credibilidade e fora do esquema que denuncie sem interesses. É tudo mentira, e todo mundo devia saber. Muitos dos amigos pouco se importam com mudanças na política, se forem obrigados a mudar os hábitos eles se adaptam sem cogitar se contradizer, é engraçado.
As experiências de conversas em bar me levam a apresentar uma boa opção. Quase sempre escuto verdades que não seriam reveladas longe do álcool. Sempre tem quem beba uma, duas, ou três cervejas e vomite o que não queria dizer.
Forçar amizade com figurões da política é bem difícil, mas se isso ocorresse, fico pensando como seria o diálogo no boteco. Uma dose de whisky, depois a segunda, a terceira e uma cerveja acompanhando o processo. Pronto, a irritação de uma ordem mal digerida poderia vir a tona, o parlamentar colocaria em panos limpos a verdade. Imagine então os poderosos, o prefeito contando sobre a troca de apoio, superfaturamento, desvio de verba. Isso seria fantástico.
Me canso ainda mais de pensar que esses momentos são utópicos. Eles são vacinados e prevenidos contra o vazamento de informações. A canseira é maior quando você consegue furar todas as teorias colocar a verdade em páginas de jornais e a justiça coloca sua denúncia na gaveta. Quem vai ser preso? Ninguém. Essa história de quarto poder, imprensa forte também cansa. A imprensa depende do sistema todo. Resta o trabalho e a consciência limpa, de algum jeito algo vai mudar. E sigo na esperança que a informação mude o pensamento e a apatia da população.
Se generalizar, os nobres senhores encaram a eleição como um processo seletivo de emprego, claro, renovado de quatro em quatro anos. A proposta de representatividade popular, como dita a legislação, é quase uma raridade em qualquer que sejam os níveis de atuação, municipal, estadual ou federal. São poucos os vereadores que se elegem e realmente defendem ideais de minorias e buscam se embasar nos discursos sinceros da população.
Quem duvide dessa tese que preste atenção na relação de prefeitos, governadores e o presidente com o Legislativo. Quantos adversários partidários são nomeados peças importantes na estrutura administrativa de governos, ou então indicam uma boa parcela de amigos para os cargos? Pronto, essa é a moeda mais usada para comprar um voto parlamentar, isso quando não rola dinheiro. Mas é mais fácil para o Executivo oferecer cargos, sai mais barato e menos ilegal.
Nessa tese e quando o chefe compra a maioria, dificilmente as coisas saem dos trilhos. Um governo sem criticas, ou fiscalização. Mas ninguém quer engolir isso a seco. E para resolver esse problema é só animar o circo do Legislativo. Temas polêmicos podem ser debatidos criticados, alterados, mas na real, tudo já estava incluído no roteiro. Não se engane. E que seja lembrado: poucos parlamentares tem opinião política formada, se filiam a um partido e seguem políticas comuns, ordens da direção.
Essa regra me incomoda, quando tento justificar ações inusitadas me deparo com a questão de como provar o discurso. É difícil achar alguém com credibilidade e fora do esquema que denuncie sem interesses. É tudo mentira, e todo mundo devia saber. Muitos dos amigos pouco se importam com mudanças na política, se forem obrigados a mudar os hábitos eles se adaptam sem cogitar se contradizer, é engraçado.
As experiências de conversas em bar me levam a apresentar uma boa opção. Quase sempre escuto verdades que não seriam reveladas longe do álcool. Sempre tem quem beba uma, duas, ou três cervejas e vomite o que não queria dizer.
Forçar amizade com figurões da política é bem difícil, mas se isso ocorresse, fico pensando como seria o diálogo no boteco. Uma dose de whisky, depois a segunda, a terceira e uma cerveja acompanhando o processo. Pronto, a irritação de uma ordem mal digerida poderia vir a tona, o parlamentar colocaria em panos limpos a verdade. Imagine então os poderosos, o prefeito contando sobre a troca de apoio, superfaturamento, desvio de verba. Isso seria fantástico.
Me canso ainda mais de pensar que esses momentos são utópicos. Eles são vacinados e prevenidos contra o vazamento de informações. A canseira é maior quando você consegue furar todas as teorias colocar a verdade em páginas de jornais e a justiça coloca sua denúncia na gaveta. Quem vai ser preso? Ninguém. Essa história de quarto poder, imprensa forte também cansa. A imprensa depende do sistema todo. Resta o trabalho e a consciência limpa, de algum jeito algo vai mudar. E sigo na esperança que a informação mude o pensamento e a apatia da população.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home